Bamin planeja ampliar produção de ferro

Com previsão de produzir 19,5 milhões de toneladas de ferro por ano, a Bahia Mineração (Bamin) planeja ampliar a produção e atingir um grau de beneficiamento do minério dentro das exigências internacionais, visando mercados como a China.

Ontem, a Bamin informou a esta Tribuna a perspectiva “de utilizar a ferrovia para escoar a produção de outras minas que estão em fase de planejamento da pesquisa mineral. Há estudos em andamento em novas áreas para ampliar as reservas e elevar a vida útil do projeto”.
Na semana passada, o grupo cazaque que controla a Bamin, a Eurasian  Natural Resource Corporation (ENRC), adquiriu o direito de explorar 25% da capacidade de transporte da Ferrovia Oeste Leste, que na Bahia ligará os municípios de Ilhéus, Caetité e Barreiras.
O contrato com a Valec – empresa do governo federal que realiza a obra da Fiol – inaugura um marco regulatório novo criado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).  Na Bamin, integra o projeto Pedra de Ferro, com que gera 8 mil postos de trabalho na sua implementação e demandará 1,8 mil trabalhadores na fase de operação.
Com um teor médio de pureza de 40% Fe na mina de Caetité, a Bamin pretende beneficiar o minério até a concentração de 66% a 68% Fe, com vistas a atingir o mercado externo, especialmente a China. O contrato com a Valec tem duração de 15 anos, renováveis por igual período.
A ENRC pagou R$ 250 milhões e investirá US$ 300 milhões na compra de locomotivas, construção de pátios para carga e descarga e oficinas de manutenção. O projeto Pedra de Ferro prevê a construção de um terminal de privativo no norte de Ilhéus, na mesma região em que será construído o Porto Sul, do governo federal.
As licenças prévias dos dois empreendimentos, em fase de análise, serão concedidas conjuntamente, informou a Bamin. O projeto no litoral de Ilhéus exigirá 2.433 postos de trabalho nas obras, e outros 407  no primeiro ano de operação. 
Nova direção – O Pedra de Ferro terá nova direção. Responsável pelo projeto, o vice-presidente da Bamin, Clóvis Torres, está deixando a empresa para assumir os cargos de consultor-geral jurídico global e secretário do conselho de administração da Companhia Vale do Rio Doce, onde o advogado baiano trabalhou por 11 anos antes de se transferir para a Bahia Mineração. A Vale passa por reformulação em sua direção desde maio.
 
Fonte: Tribuna da Bahia
 

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